Calmon diz que banqueiro é malvisto pela sociedade
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por José Ramos 
Brasília, 19 (AE) - O ex-presidente do Banco Econômico ¶ngelo Calmon de Sá afirmou há pouco, na CPI dos Bancos, que não gostaria voltar a ser banqueiro, pois os banqueiros são malvistos pela sociedade. Segundo ele, se um cidadão for pedir um empréstimo para enterrar a mãe, o gerente pode não conceder o crédito por causa do cadastro desse cliente. Ele reclamou, ainda
da baixa rentabilidade do setor, que estaria na faixa de 1%, e disse que só recentemente algumas instituições atingiram a média internacional de rendimento de 17% por ano sobre seus ativos. O ex-banqueiro se defendeu das acusações de que os diretores do banco teriam remetido dinheiro ao exterior e disse que, do ponto de vista líquido, houve mais ingressos do que remessas do banco. Conforme dados que apresentou, em 1995, antes da liquidação do Econômico, foram remetidos US$ 400 milhões ao exterior, mas em 1993 havia ingressado mais de US$ 1 bilhão. Ele comentou, ainda, o processo de intervenção no Bamerindus e disse que a demora do Banco Central em encontrar uma solução para a instituição prejudicou o banco, que teve que pagar um custo muito alto pelos empréstimos de liquidez que teve que tomar no BC. "Isso custou um caminhão de dinheiro", observou.


