Calheiros pede a Brindeiro ação penal sobre dossiê Cayman
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Por Mariângela Gallucci 
Brasília, 06 (AE) - O ministro da Justiça, Renan Calheiros, entregou hoje ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, um pedido para que o Ministério Público (MP) entre com uma ação penal na Justiça com o objetivo de responsabilizar por injúria, calúnia e difamação os envolvidos na divulgação do chamado dossiê Cayman.
Calheiros não divulgou, no entanto, os nomes dos suspeitos. No fim de 1998, foram divulgados papéis sobre a existência de uma suposta sociedade empresarial e conta bancária milionária no Caribe entre o presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), o ministro da Saúde, José Serra, o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta e uma pessoa identificada como Ray Terrence.
Calheiros e Brindeiro garantiram que os papéis são falsos. O ministro afirmou que, apesar de o inquérito não ter sido concluído, há indícios para ser proposta a ação contra os responsáveis. Brindeiro disse supor haver indícios de que o pastor Caio Fábio de Araújo e o ex-presidente do Banco do Brasil (BB) Lafaiete Coutinho participaram da divulgação.
Brindeiro afirmou que vai encaminhar o pedido de Calheiros ao procurador-chefe da Procuradoria da República no Distrito Federal, Luiz Augusto Santos Lima. É ele quem acompanha o inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) para investigar os fatos. No inquérito, foram ouvidas até agora 45 pessoas.


