O ministro brasileiro da Justiça, Renan Calheiros, afirmou ontem em Madri que as redes internacionais de prostituição são uma forma de crime organizado e como tal ‘‘devem ser combatidas’’.
‘‘Estamos ante uma nova faceta do crime organizado, que deverá ser enfrentado com um esforço transnacional, porque a cada dia sofisticam mais suas atividades’’, assinalou.
Calheiros explicou que estas redes ‘‘chegam ao Brasil e oferecem empregos dignos (em outros países) a cidadãs, com salários de US$ 1.500 a US$ 2.000, com trabalhos domésticos, de empregada ou de bailarina, e quando chegam a estes países isso não se concretiza e são expostas à violência, droga e prostituição’’.
O ministro brasileiro, que se encontra desde quarta-feira em Madri, cumprindo uma visita de quatro dias à Espanha, se entrevistou com os ministros espanhóis da Justiça, Margarita Mariscal de Gante, e interior, Jaime Mayor Oreja, com quem acertou a aplicação do convênio para o cumprimento de penas de pessoas condenadas, assim como trabalhar sobre um acordo de cooperação em matéria judicial penal.
Calheiros afirmou que o objetivo primordial destas medidas é ‘‘desburocratizar as relações para agilizar os documentos, as provas’’ que manejam policiais e juízes, para o que - assinalou - ‘‘é preciso dotar de instrumentos jurídicos rápidos para que possamos aprofundar as investigações’’.
Os dois países também colocarão em funcionamento o convênio para o traslado de pessoas condenadas ao país de origem, que neste caso afeta 54 presos brasileiros e 52 espanhóis reclusos no Brasil.

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