O ministro da Justiça, Renan Calheiros, disse ontem em Campo Grande que vai afastar os policiais federais de São Paulo que tenham sido condenados em primeira instância e destituir os que ocupam cargos de chefia.
Calheiros disse que pretende tomar as medidas após a conclusão dos trabalhos da comissão federal proposta por ele para averiguar reclamação feita pela procuradora-chefe da República de São Paulo, Elizabeth Peinado. Ela denunciou que policiais continuam atuando na Polícia Federal mesmo condenados em primeira instância ou respondendo processo.
O diretor-geral da PF, Vicente Chelotti, que também estava em Campo Grande, disse que a comissão não vai concluir ‘‘nada de irregular e acabará dando parabéns à Polícia Federal . ‘‘O que a PF tinha que fazer, fez. Agora o Ministério Público não fez porque quem atua na condenação, na denúncia junto ao Judiciário, para que a denúncia se materialize, é o próprio Ministério Público , disse Chelotti.
A PF entende que a demissão de policial cabe apenas após decisão condenatória de última instância. No caso de afastamento, só enquanto duram o processo disciplinar e o inquérito. De oito delegados citados em um dossiê enviado pela Procuradoria ao ministro na última terça-feira, quatro já foram condenados em primeira instância.
A comissão, formada por representantes do Ministério da Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e PF, foi criada na última terça e tem prazo de 15 dias para rever investigações internas da PF sobre delegados e policiais envolvidos em irregularidades no Estado de São Paulo.

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