Calheiros admite dificuldades na reforma do judiciário
Roma, 27 (AE) - Encerrou-se hoje (27) em Roma o convênio organizado pelas Nações Unidas sobre crime organizado internacional. Foram discutidas principalmente três questões: tráfico e transporte ilegal de imigrantes, fabricação e tráfico de armas de fogo e tráfico de mulheres e crianças para fins de prostituição.
Os resultados desse encontro serão apresentados na próxima reunião das Nações Unidas em Viena de 8 a 17 de março quando será preparada a convenção para uma colaboração internacional mais efetiva no combate ao crime organizado. A assinatura é prevista para o ano 2000 .
O ministro da Justiça brasileiro, Renan Calheiros, fez seu discurso hoje falando sobre o tráfico ilegal de armas de fogo, tema ao qual o Brasil tem dedicado atenção nos últimos anos, assinando uma série de acordos no âmbito internacional.
Comentando as informações divulgadas nos Estados Unidos sobre violações dos direitos humanos no Brasil, o ministro limitou-se a afirmar que "o Brasil tem feito o possível para vencer esta realidade, temos dado passos concretos para retirar o país dessas duras e desumanas estatísticas".
Calheiros disse que de sua parte o Ministério da Justiça está se esforçando para conseguir a aprovação da reforma do judiciário, o que vai permitir uma agilização maior dos processos e a "democratização do acesso à justiça". Mas admite que há dificuldades para a aprovação da reforma.
A tramitação do projeto às vezes é interrompida por discussões de questões mais complexas. "Por exemplo o controle externo do judiciário, que não tem um consenso", explica o ministro, que volta amanhã para o Brasil. "Toda vez que tratamos do assunto isso acaba paralisando a tramitação de outros pontos fundamentais para garantir a isonomia na aplicação da lei, maior rapidez e maior acesso das pessoas à justiça, que são os três objetivos principais", lamentou- se.





