Calendário de vacina para excluídos sai até dia 20
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Anelise Faucz<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) irá apresentar até o dia 20 de abril um novo calendário de vacinação contra a gripe A (H1N1), contemplando os paranaenses hoje excluídos da campanha. A medida obedece liminar judicial que determina a divulgação de novo programa para imunização de toda a população no Estado.
O próximo passo será a liberação de doses para atender o restante da população no prazo de vinte dias. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde (MS) informou à FOLHA que não há escassez de doses do imunizante em seu estoque e confirmou a existência de doses estratégicas cujos lotes não estariam previstas, nesse primeiro momento, aos paranaenses. O Ministério da Saúde (MS) deve recorrer da decisão judicial que obriga a vacinação em massa no Estado.
Apesar de pleitear as vacinas durante reunião anteontem com técnicos do MS e acatar o cumprimento da liminar, que estabelece dez dias para divulgar um novo calendário de vacinação, o secretário de estado da Saúde, Carlos Moreira Júnior, fez menção a um ''pensamento federativo'' para a aquisição de novas doses. Segundo a Sesa, até o momento apenas três grupos foram 100% imunizados contra a gripe A no Estado: crianças, profissionais de saúde e indígenas. Ainda que mais de dois milhões de paranaenses já tenham sido imunizados, o secretário mostra preocupação com a baixa adesão pela população jovem.
Para o presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, Alceu Fontana Pacheco Júnior, a inclusão das faixas etárias faltantes no calendário estadual de vacinação é uma ação necessária. O infectologista compara a obrigatoriedade da imunização contra a malária, para quem precisa ir aos estados do Norte, onde há maior incidência da doença, e conclui que, no Paraná, a relação é a mesma. Relatório divulgado pela Sesa com dados sobre o impacto da pandemia de 2009, comprova a evidente suscetibilidade no Estado ao contágio do vírus H1N1. ''O melhor é prevenir que remediar'', reforça.
Tamiflu
O MS anunciou ontem a chegada do fosfato de oseltamivir (Tamiflu), nas farmácias populares de todo o Brasil, incluindo as 14 no Paraná. Até a concessão da liminar, o antiviral seria a única esperança para a população fora do calendário de vacinação, adquirir reforço contra o vírus. Segundo recomendação do Ministério da Saúde, o remédio deve ser administrado em casos específicos da doença como complicações respiratórias, grávidas e doentes crônicos. Contudo, o infectologia Pacheco Júnior contraria a recomendação da União: ''Em todo o quadro clínico de gripe A, o Tamiflu deve ser admnistrado, independente de outras considerações.''
Segundo o MS, para a aquisição gratuita do Tamiflu, é necessária receita e diagnóstico comprovando o quadro de gripe A. Câmara Reguladora do Mercado de Medicamentos estipula em R$ 160,00 o preço de venda do produto na rede privada.


