Calçadistas pedem reajuste trimestral e dissídio vai para TRT
Franca (SP), 15 (AE) - O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca entrou hoje com pedido de intermediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas na negociação do dissídio coletivo da categoria este ano. Segundo o presidente do Sindicato, Milton da Silva, a intermediação do TRT será necessária porque a categoria rejeitou a contraproposta do sindicato patronal em todas as assembléias realizadas na semana passada. A última discussão entre os empresas e trabalhadores ocorreu na sexta-feira.
A categoria reivindica 3% de reajuste para ser incorporado ao salário de fevereiro, data-base da categoria, R$ 100 de abono salarial, piso salarial de R$ 250 e reajuste trimestral, para evitar eventuais perdas com a crescente inflação. É a primeira categoria a negociar com a possibilidade de volta de inflação.
Os empresários do setor rejeitaram a possibilidade de reajuste trimestral e ofereceram reajuste de 1,5% para ser incorporado a partir do salário de junho, piso salrial de R$ 193
contra o atual de R$ 189 e um abono de 60 horas que seriam pagas em duas parcelas a partir de junho.





