Calçadista Opananken diversifica e busca sócio para entrar em confecções
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2000
por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, SP, 24 (AE) - A Opananken, indústria de calçados de Franca que ficou conhecida pela marca "anti stress", está procurando parceiros no setor de confecções e deverá fechar em breve contrato com uma empresa de Santa Catarina para fabricação de calças jeans que leve a marca. Segundo o proprietário da Opananken, Geraldo Ribeiro, o objetivo da empresa é formar parceria com um fabricante de confecções que já possua experiência na área para poder comercializar sua marca "anti stress" a partir do segundo semestre deste ano.
Também está prevista a comercialização da marca em camisetas, lingeries e moda praia a partir do próximo ano. Além da entrada no mercado de confecções, a Opananken tem planos, segundo Ribeiro, para mudar seu nome dando maior destaque ao logotipo "anti stress" ainda esse mês. "Essa é uma marca que tem apelo e que acabou até mesmo se tornando mais conhecida do que o nome da fábrica", disse. Segundo ele, pesquisa realizada pela própria empresa apontou a possibilidade de crescimento em até 25% nas vendas de calçados caso a empresa venha realmente a mudar de nome. Em 99, a Opananken produziu uma média de 1,4 mil pares por dia.
A meta para este ano é chegar a dois mil pares, sendo 500 destinados à exportação para Uruguai, Chile e Estados Unidos. Para o mercado americano Ribeiro diz que tem uma estratégia que está sendo estudada: o lançamento de um calçado para diabéticos, seguindo a linha do "anti stress" que é considerado mais confortável do que o calçado tradicional. "Vamos aproveitar um nicho de mercado que está começando a ser explorado e que já está em alta, que é o do cidadão preocupado com sua saúde", disse Ribeiro que está tentando obter na Justiça o direito exclusivo do termo "stress" em pelo menos dez variações.
Confecção - A Opananken não é a primeira indústria calçadista de Franca a se enveredar pelo segmento de confecções. Há pelo menos um ano, a Dharma passou a comercializar cerca de 80 itens de confecções destinados principalmente ao segmento esportivo e ao público jovem. A empresa, que nos últimos três meses de 99 chegou a atingir a produção de 30 mil unidades, espera elevar entre janeiro e março deste ano este número para 40 mil unidades, aumentando gradativamente sua linha de produção. Segundo o Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca, a diversificação dos produtos fabricados na indústria calçadista do município começou a ser sentido desde 96, quando as empresas, em busca de renda alternativa à exportações que já não repetiam o faturamento de anos anteriores, criaram linhas de acessórios em couro, como no caso da Free Way e a Tribo dos Pés, que lançaram principalmente a rtigos para o público jovem, como chaveiros, porta-CDs, carteiras, malas e cintos.
Na Tribo dos Pés, o segmento de acessórios que correspondia a 6% dos negócios em 96, passou para 25% no passado. Já a Free Way, deve aumentar o volume de negócios este ano com o lançamento de uma linha de confecções em couro para a coleção de inverno, que vai incluir jaquetas, saias e calças.


