Londrina – A Prefeitura de Londrina estuda a possibilidade de instalar novamente quiosques no Calçadão, no Centro. O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul) espera concluir até o final do mês um levantamento técnico e também uma pesquisa com a população. O objetivo é instalar unidades para venda de jornais e revistas, flores e café. Os bares e lanchonetes, que comercializam bebidas alcoólicas, continuarão proibidos.
A retirada dos quiosques em 2010 pelo então prefeito Barbosa Neto (PDT) gerou muita discussão e polêmica. A previsão do município na oportunidade era abrir um processo licitatório para a instalação de equipamentos padronizados. A licitação se arrastou e em virtude do atraso foi abandonada pela administração pública. Deste então, o Calçadão não dispõe mais destes serviços.
"Queremos valorizar o espaço, fazer a interação das pessoas e oferecer os serviços para que o Calçadão não seja apenas um local de passagem", ressaltou o prefeito Alexandre Kireeff (PSD). A expectativa é que a licitação seja aberta até outubro e que os novos equipamentos estejam em funcionamento em até seis meses. "O estudo técnico vai definir todos os detalhes, como a quantidade necessária, a localização, dimensão, fachada adequada com a questão urbanística", explicou o prefeito.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, o retorno dos quiosques faz parte de uma etapa de remodelação e revitalização do Calçadão, que passa ainda por uma melhor iluminação, novas calçadas na frente dos estabelecimentos, poda de árvores e diminuição do número de pombos. "Buscamos uma flexibilização do horário do comércio, atrair atividades culturais para que o Centro volte a ser atrativo."
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de Londrina também é a favor da volta dos quiosques. Para o diretor executivo da entidade, Arnaldo Falanca, o ideal seria a instalações de duas cafeterias, uma em cada extremidade do Calçadão. "Poderia se estender o horário de funcionamento destes estabelecimentos até as 10 horas da noite, por exemplo. Com mesas padronizadas, de acordo com a arquitetura da cidade. Iríamos criar um novo público consumidor no Centro", apontou. Ele ressaltou que é preciso uma fiscalização rigorosa para que esses quiosques não se transformem no que havia no passado, quando os estabelecimentos não cumpriam as regras dos contratos de concessão.
A proposta gera opiniões diferentes entre os frequentadores. O aposentado Antônio Bento de Oliveira, de 70 anos, é a favor. "Se for bem organizado, diferente do que era, é bom sim. Deixa a cidade mais bonita até para quem vem de fora", relatou.
A nutricionista Karoline Amaral Diniz, de 25, moradora do Calçadão, entende que já existem diversos estabelecimentos que comercializam esses produtos na região. "Prefiro o Calçadão mais limpo assim do jeito que está."

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