Florianópolis, 05 (AE) - O presidente do Banco do Brasil
Andréa Calabi, disse hoje, em Florianópolis, que nesse momento de elevação das taxas de juros cabe ao banco servir de "mediação entre fontes de captação de juros mais baixos e a operação de financiamento de exportações". E citou como exemplo os recursos do FAT, que via BNDES ou através dele, financia empresas e seus programas de exportação a juros adequados. Lembrou também outra fonte que vai se materializar a partir dos acordos externos do FMI e mais especialmente do Banco Mundial e do Bid, que permitem ao Banco Central estimular linhas de suporte à exportação. E nesse sentido "o Banco do Brasil tem sido muito ativo", disse.
Quanto a privatização do Banco do Brasil, defendida pelo senador catarinense Jorge Bornhausen (PFL), foi categórico: "Não faz parte das atribuições que me foram solicitadas pelo governo a privatização do Banco do Brasil". Afirmou que no futuro, na medida em que o governo consiga regular as ações necessárias para estabilizar o mercado do setor financeiro, possa prescindir de um braço executivo próprio e "a partir de então, a questão da privatização do Banco do Brasil poderá se tornar mais concreta". Ele acredita que isso ocorrerá num prazo de dez anos.
O presidente do Banco do Brasil esteve em Florianópolis a convite do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Oswaldo Douat. O empresário catarinense afirmou ser "fundamental que o presidente do Banco do Brasil conheça mais a fundo o potencial e as necessidades específicos do quinto Estado exportador brasileiro, que nos últimos sete anos teve um superávit de mais de US$ 9 bilhões em sua balança comercial".

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