Rio, 15 (AE) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi, afastou hoje a possibilidade de o banco associar-se com a Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) para permitir ao grupo a disputa pelo controle da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene), empresa do pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia (BA). O BNDES já acertou com o grupo Ultra a formação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para a aquisição da Copene.
Sem querer referir-se diretamente à Copesul, Calabi lembrou que a venda da Copene vai ser feita por uma oferta dos sócios da Norquisa, a controladora da empresa, e não é uma privatização. Desta forma, não haveria porque o banco dar isonomia de regras a todos os interessados no negócio. "Não é hábito de qualquer banco de desenvolvimento, dada a disposição de financiar um projeto, abrir e perguntar se alguém mais quer"
argumentou.
O presidente do BNDES afirmou que não foi informado da possibilidade de a ir à Justiça para pedir isonomia de tratamento com o grupo Ultra, para disputar a compra do controle da Copene, no pólo petroquímico de Camaçari. Um dos controladores da Copesul, a Odebrecht, tem tido dificuldades em arranjar empréstimos por causa de dívidas. Calabi lembrou que o BNDES, ao avaliar pedido de financiamento, estuda não só a empresa que pede o dinheiro "mas o grupo do qual ela faz parte".
Convênio - O BNDES e a Corporação Andina de Fomento (CAF) firmaram hoje protocolo de cooperação para financiamento conjunto de projetos em países atendidos pelas duas instituições
que são os maiores agentes de fomento da América Latina. O protocolo permite que o BNDES financie produtos e serviços exportados para os países onde a CAF opera. A instituição andina ficaria responsável pelo financiamento de gastos locais.

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