A utilização do jato plasma utilizado para separar o alumínio e o plástico das caixas longa vida deve aumentar em 30% o valor do produto no mercado de reciclagem. A estimativa é do diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak - produtora das embalagens - Fernando von Zuben, que acredita no aumento da reciclagem da embalagem, que hoje é de apenas 25% do total produzido todo ano.
Atualmente o valor da tonelada da embalagem é de R$ 250, mas a expectativa é possa chegar a R$ 300,00. ''Será uma nova alternativa, já que os antigos compradores do alumínio unido ao papel também poderão obter esse produto'', garante von Zuben. Mas o aspecto mais importante, ressaltado pelo presidente da Alcoa na América Latina, Franklin Feder é que a tecnologia causará um impacto ambiental, social e econômico.
Cada caixa é formada 75% de papelão, que já era reciclado, 20% de polietileno e 5% de alumínio. Como o papel reciclado não pode ter contato com alimentos, o produto é utilizado pela Klabin - maior produtora de papel no Brasil - na produção de caixas de papelão simples.
No Paraná os impactos ainda serão pequenos, uma vez que o estado divide a porcentagem de 10% das embalagens recicladas com Santa Catarina e Minas Gerais. A grande maioria do produto reciclado é recuperado no estado de São Paulo.
Porém, o diretor geral da Klabin, Miguel Sampol, enfatiza que a evolução significa uma o aumento de investimentos na preservação e criação de novas florestas, já que a produção será melhor aproveitada. A fábrica da Klabin no oeste do Paraná é maior fornecedora de papel cartonado para produção de embalagens longa vida da Tetra Pak.(C.R.)

mockup