Silvana Porto Especial para a Folha
Depois de seis meses sem financiar projetos pelo Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), devido a inadimplência de um dos beneficiados, a agência da Caixa Econômica Federal de Paranavaí volta a liberar recursos. Na agência do Banco do Brasil, o crédito está bloqueado há mais de um ano. O gerente do BB, Nelson Rangel, diz que não há perspectiva de retorno das operações sem a quitação de empréstimos em atraso.
Segundo o coordenador da Agência do Trabalhador de Paranavaí, Saul Meneghetti, durante o período em que o financiamento esteve paralisado nas duas instituições, cerca de 120 pessoas buscaram informações do programa. Para garantir a continuidade do Proger, a Caixa está exigindo maiores garantias dos interessados na hora de elaborar o cadastro. As informações são lançadas em uma planilha eletrônica, que fornece um conceito e uma nota ao pretendente do crédito.
É com base no conceito emitido que o agente libera ou não o financiamento. ‘‘A operação é de três anos e precisa ser bem concedida, de modo a não penalizar os futuros interessados, como vem acontecendo agora, quando apenas uma empresa provocou a suspensão do crédito por seis meses’’, justifica o gerente Armando Cordts Filho. Ele acredita que com as garantias que estão sendo exigidas, o agente financeiro terá mais segurança.
O Proger, continua Cordts, é mantido com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e mesmo enfrentando inadimplência o banco tem que devolver o dinheiro emprestado. ‘‘Temos de devolver os recursos corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP)’, lembra. Desde que começaram a ser liberadas as primeiras linhas de crédito pelo Proger, em 1995, já foram gerados mais de mil empregos em 21 municípios na região. No total existem 476 projetos em andamento.

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