Santo Antônio da Platina - Conforme a Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Paraná (Femipa), um estudo feito pela Santa Casa de Porto Alegre apontou que de cada R$ 100,00 gastos no tratamento de um paciente SUS o hospital recebe, em média, apenas R$ 60,00. Uma realidade que, segundo a entidade, se equipara à do Estado.
O presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Paraná (Femipa), Maçazumi Furtado Niwa, encaminhou ao governador eleito Beto Richa (PSDB) um documento com informações sobre a realidade destas instituições no Paraná que, sozinhas, absorvem 41% das internações, o dobro do sistema público de saúde.
Nos Campos Gerais, 18 municípios têm como única referência em UTI Neonatal a Santa Casa de Ponta Grossa, onde os 10 leitos não são suficientes para atender a demanda. ''Existe um estrangulamento'', afirmou a diretora-administrativa Scheila Mainardes. O problema poderia ter sido amenizado caso já tivesse em funcionamento os 10 novos leitos de UTI neonatal do Hospital Regional, inaugurado em março deste ano.
Em outra frente, a gestora comentou que a defasagem na tabela praticada pelo SUS exige que o hospital precise recorrer a empréstimos e outras fontes para manter a unidade de tratamento intensivo em funcionamento. ''Não existe possibilidade de ampliar o atendimento sem que haja a revisão de tabela ou algum outro incentivo por parte do Governos Federal'', alertou.
Em Cornélio Procópio, o diretor-administrativo da Santa Casa Osvaldo de Oliveira Alcântara disse que os quatro leitos credenciados também estão sempre ocupados. Invariavelmente, ainda é preciso disponibilizar alguns dos outros seis leitos particulares para pacientes do SUS. Alcântara reclama que, mesmo garantindo o atendimento, a Santa Casa recebe apenas as diárias das quatro vagas públicas. O hospital é referência para 23 municípios da região.

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