Caiu o número de alunos do ensino médio no PR
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os dados preliminares do Censo 2002, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na quinta-feira, apontam para uma redução nas diferenças regionais. Os Estados que tinham mais deficiência na educação tiveram grande aumento no número de matrículas, e as regiões já mais estruturadas, como o Paraná, apresentaram manutenção e até queda nos indicadores.
As matrículas na Educação básica aumentaram 1% em todo o Brasil em relação a 2001, totalizando 54,8 mil estudantes. O ensino médio (antigo segundo grau) foi o que teve o maior crescimento: 4,8%. O Paraná teve desempenho diferente ao resto do Brasil: as matrículas no ensino médio caíram 1,8%. O Estado tinha 472,3 mil alunos no ensino médio no ano passado, número que caiu para 463,4 mil. O Nordeste, por exemplo, aumentou em 16% a quantidade de alunos matriculados.
Nas outras séries, o Paraná teve crescimento muito pequeno em relação ao ano passado. As matrículas em creche subiram 0,05%; na pré-escola, 0,84%; e no ensino fundamental (da 5 a 8 séries), 0,18%. Na educação especial, os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC (Inep) mostram que o número de alunos se manteve em 44.299.
Os dados da média nacional mostram um crescimento de 5,3% nas matrículas em creche; de 3,2% na pré-escola; de 4,6% no ensino médio e profissionalizante; e 4,5% na educação especial.
A queda no número de matrículas no Paraná já era esperada pela Secretaria da Educação. De acordo com a coordenadora adjunta do Núcleo de Informações Educacionais da secretaria, Sandra Ayres, o Censo 2002 apenas confirma alguns dados populacionais do Estado. ''A estabilidade nas matrículas ocorre um função da característica da nossa população, que parou de crescer'', afirmou. Segundo ela, entre 1996 e 1998, foi registrada queda no número de pessoas entre 7 a 14 anos. ''Além disso, desde 1998, toda a população paranaense entre 7 a 14 anos já estava na escola e por isso não há como haver crescimento nas matrículas, diferente do resto do Brasil'', observou.
Como os dados ainda são preliminares, Sandra disse que não é possível fazer uma análise mais detalhada. Os Estados podem pedir retificação de informações no MEC, que deve divulgar o documento definitivo em outubro. ''O levantamento serve para fazer um perfil da escola, para saber as taxas de aprovação e reprovação, e também para planejar todas as atividades do próximo ano'', explicou.


