CAIO demite 320 e pagará rescisões em parcelas
Botucatu, SP, 18 (AE) - A Companhia Americana Industrial de ônibus (CAIO), que no mês passado voltou a produzir carrocerias de ônibus, depois de obter a concordata, demitiu, na última quarta-feira, 320 dos seus 1.200 empregados e a partir da próxima semana passará a trabalhar em jornada reduzida para os que ficaram. A fábrica funcionará somente de segunda a quinta-feira, até que haja o reaquecimento do mercado.
As demissões e a redução de jornada decorrem da falta de pedidos, já que as empresas de ônibus sofrem grande crise e postergam a renovação de frota. No tamanho em que fica depois das providências restritivas, a CAIO deverá produzir 15 veículos por dia; no ano passado eram montados 25 carros/dia.
Maior empregadora de Botucatu, a fábrica de carrocerias foi alvo de movimentação local tanto de políticos como de trabalhadores, dispostos a salvá-la. Os demitidos são da área administrativa e dos setores de moldagem de fibra-de-vidro, poltronas e janelas. A expectativa é que boa parte deles seja absorvida por outras empresas, de menor porte, que atuam como fornecedoras de peças para a CAIO. Há, inclusive, a promessa de readmissão se houver o reaquecimento de vendas.
Sem dinheiro para as verbas rescisórias, a empresa propôs pagá-las em 12 parcelas mensais, e os demitidos aceitaram. Em assembléia, concluíram que discutir a questão na justiça só retardaria os recebimentos





