Cai ritmo de vacinação contra HPV
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de outubro de 2014
Johanna Nublat<br>Folhapress 
Brasília - O ritmo de vacinação contra o vírus HPV caiu na segunda rodada de imunização, iniciada em 1º de setembro, em relação à rodada de março. Nos 30 dias de setembro, a cobertura foi de 18,45% das meninas de 11 a 13 anos - um terço da taxa inicial (57,8%).
A resposta para a queda está num conjunto de fatores, dizem especialistas: o fato de a vacina não ser mais uma novidade, a menor divulgação e os relatos de reações adversas de 11 meninas paulistas.
Frente ao cenário, o Ministério da Saúde fará campanha sobre a importância da vacina - que, no período eleitoral, aguarda chancela da Justiça. A vacina foi introduzida em março no SUS. O objetivo é evitar o câncer de colo de útero. São três doses. Só com a primeira, a garota não ganha a imunidade contra o vírus. A meta do governo é atingir ao menos 80% dos 4,9 milhões de meninas. A primeira rodada cobriu 92,26% desse público.
Especialistas disseram à reportagem que é comum, com essa e outras vacinas, haver taxas menores nas segundas e terceiras rodadas. Acreditam, porém, que outros fatores contribuem para a atual taxa.
Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, lista a menor divulgação, em TV e rádio, da segunda rodada, além das notícias de possíveis efeitos adversos da vacina em meninas de Bertioga, no litoral paulista. A relação com a vacina foi descartada pelo ministério.
Jarbas Barbosa, do ministério, não desconsidera o impacto das notícias negativas, mas cita outra hipótese: a eventual escolha de algumas cidades por vacinar em postos de saúde em vez de nas escolas, como sugere o governo.


