Cai número de cursos com conceito A na UEL
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de dezembro de 2003
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
O número de cursos com conceito A da Universidade Estadual de Londrina (UEL) caiu de 13 em 2002 para apenas cinco no Exame Nacional de Cursos (Provão) deste ano (veja tabela). Um dos motivos foi o fato de seis cursos ciências biológicas, direito, farmácia, história, letras e medicina veterinária terem ficado sem conceito. Isto porque em junho, quando o Provão foi aplicado, 640 alunos das universidades de Londrina não conseguiram ser avaliados, já que as provas não foram entregues em tempo hábil.
Outros três cursos da UEL, ciências contábeis, odontologia e pedagogia (Londrina), tiveram queda de conceito A para B. O curso de arquitetura e urbanismo teve a queda mais significativa, de A em 2002 para E em 2003. Os cursos de engenharia civil e matemática aumentaram o conceito de B para A. Já o curso de pedagogia (em Colorado) aumentou de C para A.
Para o professor Jairo Queiróz Pacheco, da Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE), não dá para concluir que houve uma queda significativa de conceitos A, mas ''é preciso considerar que nove cursos da UEL não foram avaliados''. ''Em 2003 foram avaliados apenas 15 cursos, diferente de 2002, quando 23 foram avaliados. Se a gente considerar que, dos 15 cursos, 11 tiveram conceitos entre A e B, a UEL teve uma performance das melhores em nível nacional'', afirmou. No ano passado, dos 23 cursos avaliados, 20 tiveram conceitos A e B.
Para ele, a mudança de conceitos de A para B é ''normal'' dentro desse processo de avaliação. ''Em sete anos de avaliação a UEL teve uma trajetória conceituada e constante, tendendo a melhorar. O novo modelo de avaliação vai ser benéfico para a UEL, pois vai considerar ítens como oferta de biblioteca, laboratórios e serviços à comunidade'', disse.
O pior conceito da UEL, além do curso de arquitetura e urbanismo, ficou com jornalismo, que manteve a nota E. ''Houve um boicote organizado em nível nacional por estudantes de arquitetura, alguns entregaram a prova em branco e outros responderam apenas uma letra. No curso de jornalismo também houve boicote'', explicou Pacheco.


