Cai número de bolsas na instituição
Londrina - Concomitante à implantação do sistema de cotas, houve a criação de programas de bolsas. Entre eles, o Uniafro, do Ministério da Educação (MEC), e o Programa Brasil AfroAtitude, do Ministério da Saúde (MS). Também estão disponíveis bolsas de inclusão social mantidas pela Fundação Araucária. Mas, se a instituição já chegou a ter 500 bolsas no ano de 2009, com o fim dos contratos, contava com apenas 120 em 2011; número que mantêm-se inalterado até o momento.
Frederico Fernandes, professor do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas, que esteve à frente por três anos da coordenação do AfroAtitude, destaca que programas do tipo são fundamentais para a manutenção dos cotistas na instituição. "Muitos deles têm baixa autoestima, devido ao histórico de vida. Apesar disso, os cotistas não querem desperdiçar a oportunidade que lhes foi dada. Mas precisam desse apoio, pois grande parte dos cursos que frequentam maioria na área de Humanas com ênfase em licenciatura não oferece estágio remunerado", explica.
Segundo ele, com a participação em projetos de pesquisa e extensão, cuja temática era sempre voltada à situação do negro, deu-se visibilidade à causa. "Os alunos produziram artigos e trabalhos de altíssima qualidade; chegamos, inclusive, a criar uma revista acadêmica com a publicação dessas produções", revela.
O programa acabou e não houve renovação do governo federal. "É fundamental que exista uma política de Estado na questão dos programas de bolsas e não somente um mecanismo eleitoreiro."
Pensando nas dificuldades que os cotistas enfrentam, a UEL começou a desenvolver um programa de bolsas próprio este ano. No Programa de Apoio ao Acesso e Permanência para a Formação do Estudante da UEL (Prope), os alunos participantes irão atuar em três vertentes: divulgação do vestibular da UEL; elaboração de projetos para captação de recursos e apoio pedagógico e psicossocial. Todos os alunos da universidade poderão ser contemplados, sendo ou não cotistas.(M.T.)





