Washington, 23 (AE-AP) - Enquanto o número de crianças pobres nos Estados Unidos vem recuando significativamente desde 1993, aquelas que permanecem na pobreza crescem cada vez mais pobres apesar da robusta economia do país, informou hoje (23) um grupo liberal de análise do Censo.
O Centro sobre Orçamento e Política de Prioridades concluiu que apesar do recuo da pobreza global nos EUA, menos famílias estão usando programas de ajuda governamentais, criando crianças mais pobres.
"É um problema, pois essas crianças que permanecem pobres se afundam cada vez na pobreza", disse Kathryn Porter, co-autora do relatório. "Enquanto a economia está ajudando muitas famílias, outras estão sendo adversamente afetadas pela contração em algumas partes da rede de segurança".
A pobreza é diferente de casa em casa e depende principalmente do tamanho da família. Em 1998, o nível de pobreza era medido com menos de US$ 16.700 para uma família de quatro pessoas.
Baseando-se em dados do último censo e incluindo programas de ajuda do governo, o grupo concluiu que havia 10,2 milhões de crianças norte-americanas vivendo na pobreza em 1998. Segundo o censo do mesmo ano, que não inclui tais programas, esse número era de 13,5 milhões.
Mas as crianças pobres restantes cresceram mais pobres. A renda comum de crianças pobres em 1998 caiu US$ 1.604 abaixo da linha de pobreza. Esta disparidade é causada pelo fato de o número de crianças recebendo ajuda em dinheiro ou tíquetes de comida ter caindo mais rápido que o número total de crianças pobres, concluíram os pesquisadores.
Wendell Primus, co-autor da análise, disse que mais famílias abandonaram os programas de ajuda do governo e partiram para trabalhos mal remunerados, perdendo seus benefícios nesse processo. Segundo ele, "frequentemente, as novas rendas não compensam os benefícios perdidos".

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