Rio - O Brasil reduziu a mortalidade infantil, mas ainda está em um patamar distante dos países desenvolvidos. Pelos dados das ''Estatísticas do Registro Civil'', divulgadas ontem pelo IBGE, os chamados óbitos de neonatais (precoces e tardias, somados) atingiu, em 2011, 68,3% do total de mortes de menores de 1 ano.
Em países desenvolvidos, 90% dos óbitos concentra-se na faixa neonatal precoce, com até seis dias de vidas. O neonatal tardia tem até 27 dias após o nascimento. Em 2011, apenas 51,8% dos óbitos infantis registrados foram neonatais precoces.
Segundo o IBGE, até 1980 a maior parte das morte era de pós-neonatal (de 27 dias a um ano). A situação se inverteu a partir de então. ''Os estudos relacionados com a mortalidade infantil mostram que à medida que o país tem avanços nas questões estruturais relacionados com as áreas de saneamento e acesso à saúde, a tendência é dos óbitos infantis se concentrarem na componente neonatal precoce'', diz o IBGE.
Apesar do declínio da subnoticação de óbitos no País nos últimos anos, em 2011, 6,2% das pessoas que morriam não tinham a certidão de óbito expedida, segundo o IBGE. Esse percentual era de 16,3% em 2001, declinando para 11,8% em 2006.

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