A Secretaria de Saúde de Londrina divulgou nesta quinta-feira (1°) o 3° LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) deste ano. O índice de infestação predial foi de 1,6%. Um recuo em relação ao último levantamento, de 5,3%.

Imagem ilustrativa da imagem Cai índice de infestação de dengue em Londrina
| Foto: Gina Mardones

O primeiro LIRAa de 2019, divulgado em janeiro, foi de 7,9%. Para o secretário de Saúde, Felippe Machado, a redução do índice é esperada por conta da mudança climática. Contudo, o município ainda tem alerta para epidemia de dengue. São, até o momento, 2400 casos confirmados da doença em Londrina. Dos 9 mil imóveis vistoriados, a zona sul mantém o maior índice de infestação (2,7%) e a zona oeste o menor (1,6%).

O secretário explica que os casos que estão sendo confirmados agora se referem a exames colhidos no pico da epidemia, em fevereiro e março. “O Laboratório Central acabou não dando conta de fazer toda a leitura desse material, uma vez que vários municípios do Estado atravessam a mesma situação com elevados números de dengue. Os exames que estão sendo liberados agora servem praticamente de estatística”, disse.

O levantamento foi feito do dia 15 a 19 de julho e o local que mais apresentou problemas foi a chácara São Miguel, local em que a Assistência Social recebe indígenas. Em seguida no ranking de infestação aparece o Cafezal e a Vila Marízia, no CSU (Centro Social Urbano).

Segundo Machado, 70% dos criadouros do mosquito ainda estão dentro das casas. “O que a gente precisa conseguir atingir é a conscientização da população, os focos poderiam ser eliminados com medidas simples, olhando os quintais uma ou duas vezes por semana e eliminando o descarte de lixos irregulares”. Ainda que a Saúde tenha realizado mutirões com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e com Obras para recolher o lixo na zona sul, “infelizmente dois dias após o mutirão já havia no mesmo local o lixo desprezado de forma irresponsável, o que acaba colocando em risco a vida das pessoas.”

A dengue vitimou sete pessoas em Londrina neste ano. A ideia da Saúde é que as ações sejam intensificadas durante o período de “calmaria” para que com a chegada do calor “a gente consiga ter uma tranquilidade em relação aos casos confirmados”, lembrou Machado.

O secretário esclareceu ainda que mesmo que o veneno do fumacê, distribuído pelo Ministério da Saúde, tenha faltado, Londrina não teve problemas. “No município tivemos ciclos de fumacê até mais do que é usual nas outras cidades que não possuem esse veneno disponível para uma ação futura.”

No Paraná, os dados atualizados na terça-feira (30) do boletim epidemiológico referente ao período de 29/07/2018 a 27/07/2019 mostrou que o Estado tinha 22.946 casos de dengue, com 23 mortes. Segundo a Sesa (Secretaria Estadual de Saúde), Londrina é a cidade com maior número de casos suspeitos notificados (14.801), seguida de Foz do Iguaçu (9.432) e Maringá (5.453). Os municípios com maior número de casos confirmados são: Foz do Iguaçu (2.153), Londrina (1.526) e Cascavel (1.441).

FEBRE AMARELA

UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da zona rural farão mutirão de vacinas contra a febre amarela neste sábado (3). As onze unidades dos distritos rurais ficarão abertas das 8h às 17h. Equipes da Saúde vão percorrer as regiões para vacinar pessoas que não conseguem ir até as UBSs. “É uma ação inédita da Prefeitura para que a gente consiga de forma preventiva vacinar as pessoas nos distritos, as equipes volantes vão vacinar nos sítios, onde está a população mais vulnerável ao vírus da febre amarela”, lembrou o secretário Felippe Machado.

ALEITAMENTO MATERNO

A Prefeitura promove nesta sexta-feira (2) o Simpósio de Aleitamento Materno no Anfiteatro do HU (Hospital Universitário), que fica na avenida Robert Koch, 60. O evento faz parte da campanha Agosto Dourado, que promove o aleitamento materno, “alimento padrão ouro”, como explica o secretário de saúde. As palestras serão das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. “O objetivo é desenvolver a conscientização da importância do aleitamento materno, para que a gente incentive as mães a oferecerem o leite materno pelo menos até um ano de idade e também envolver pais para que incentivem as mães.”

A ação terá cursos, palestras, e orientações nas salas de espera de UBSs para estimular o aleitamento materno.

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