Diminuição na repetência e melhoria do fluxo de alunos, alçados às séries mais adequadas às suas idades, foram os motivos que o Ministério da Educação alegou para a queda de 0,8% no volume de matrículas no ensino fundamental.
O desempenho foi apontado pelo censo escolar deste ano, divulgado ontem pelo ministro Paulo Renato. Os dados do levantamento começaram a ser colhidos dia 30 de março deste ano.
A diminuição nas matrículas ocorreu no período de 1ª à 4ª série (3,5%). De 5ª à 8ª, houve aumento de 2,9 nas matrículas.
A queda reflete, também, evasão escolar, que atualmente está em torno de 1%, segundo o MEC, e abandono da escola, calculado em cerca de 15% pelo ministério.
O censo registrou acréscimo também no número de matrículas efetuadas no ensino médio (5,4%), explicado por Paulo Renato como resultado do mesmo processo responsável pela baixa de 0,8% no ensino fundamental.
O crescimento ocorreu na rede estadual (7,9%). Todas as outras redes apresentaram queda na taxa. A maior delas foi encontrada no sistema federal (10,2%). Na rede privada, a baixa chegou a 4,2%.
Segundo o censo, 97,4% da população de 7 a 10 anos está matriculada na rede básica de ensino.
Paulo Renato considerou o resultado do censo ‘‘muito positivo’’. A diminuição das matrículas no ensino básico, segundo ele, era ‘‘esperada e desejada’’.
O ministro explicou que ocorreu a saída de alunos mais velhos, que ainda cursavam de 1ª a 4ª série. O período é destinado a crianças de 7 a 14 anos.
‘‘O sistema (educacional) está começando a se ajustar’’, avaliou. Segundo o ministro, o censo mostrou também a diminuição das desigualdades regionais.
Paulo Renato disse que os dados mostram que os indicadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm uma evolução melhor que as demais, tornando o país ‘‘mais homogêneo’’ na área de Educação.
As quedas mais significativas em volume de matrículas ocorreram na 1ª série do ensino fundamental, em escolas da região Nordeste. A Paraíba chegou a registrar diminuição de 16,6% no ingresso de alunos nessa série. No Maranhão, a baixa foi de 15,3%.
Foi também no Nordeste, entretanto, que aconteceu o maior aumento nas matrículas de 5ª a 8ª série (9,7%). ‘‘O fenômeno demonstra melhoria do fluxo escolar e significa que as crianças que ingressaram na escola estão permanecendo nela e tendo sucesso na vida escolar’’, disse o ministro.

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