Curitiba - O Paraná teve a maior queda na produção industrial em agosto entre 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com relatório divulgado ontem, na comparação com julho, a produção paranaense recuou 7,2% no mês retrasado. Das 14 regiões brasileiras pesquisadas, nove tiveram queda, o que fez com que a média nacional ficasse em redução de 0,1%.
O IBGE apontou que o recuo mais acentuado na produção industrial do Paraná teve como maior influência a paralisação técnica ocorrida no setor de refino de petróleo e produção de álcool. Segundo o instituto, a queda em agosto foi a terceira taxa negativa consecutiva no Estado, que acumula entre junho e o mês retrasado perda de 13,2%.
Apesar da queda, na comparação com agosto do ano passado, a produção industrial paranaense foi 9,1% superior no mês retrasado. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o crescimento de produção foi de 17,9%, e no período de 12 meses até agosto, de 13,2%.
Luís Alceu Paganotto, analista do IBGE no Paraná, ressaltou a influência da parada técnica no setor de petróleo e álcool e apontou que os números paranaenses em agosto não tiveram ''nada de excepcional''. ''Não podemos falar em tendência de queda'', disse o analista, lembrando dos bons números da produção industrial paranaense na comparação com 2009.
''Nós vínhamos comparando um período de recuperação com um período muito ruim (2009), de crise. A base de comparação que temos agora é com um período muito bom'', afirmou Paganotto.
O analista comentou que os meses de setembro e outubro, período em que a produção industrial aumenta em razão das vendas de final de ano, podem reverter a queda. ''Historicamente, esses meses têm indicadores melhores. Temos que aguardar os próximos números'', finalizou.

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