Cai a produção de veículos em abril, mostra Anfavea
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 6 (AE) - A produção de veículos em abril foi de 114.796 unidades, 3,19% menos do que em março. Mas, na comparação com abril do ano passado, a queda foi de 25,06%. No quadrimestre, a indústria automobilística fabricou 404.869 unidades, 27,11% menos que no mesmo período de 1998. Esses números serão divulgados às 11h00, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Apesar de a indústria ter comemorado, desde ontem, melhora de vendas no varejo (do concessionário para o consumidor), apontando o resultado positivo como consequência do acordo emergencial, no atacado (das fábricas para a rede de revendedores) houve queda de 16,08% na comparação com março, num total de 102.467. Esse número foi 7,86% menor do que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, 335.878 unidades, a indústria registrou uma queda de vendas no atacado de de 17 93%.
Somando as vendas de importados, as montadoras registraram volume de 124.821, em abril, o que representou uma queda de 12,61% em relação a março. No acumulado do ano, a queda foi de 22,61%, num total de 403.668 unidades. As montadoras exportaram, no mês passado, 20.250 veículos, 23,34% mais do que em março. Mas, no acumulado do ano, com 61.918 unidades, as exportações registraram queda de volume de 57,58%. De janeiro a abril, o setor somou US$ 1,015 bilhão em divisas
O carro a álcool começa a aparecer no balanço de vendas das montadoras. Em abril, foram comercializados 513 veículos movidos a álcool. Embora pequeno, o número é muito maior do que o de abril do ano passado, quando foram vendidas apenas nove unidades de automóveis com motor movido a álcool. A participação
neste caso, saltou de praticamente zero por cento para 0,5%.
A indústria automobilística emprega hoje 16.820 trabalhadores menos que há um ano. O setor fechou o mês passado com 83.348 postos de trabalho. Em relação a março, a diferença é de apenas 251 vagas a menos. É importante lembrar que o setor se comprometeu com o governo a não demitir durante o acordo emergencial. No entanto, em abril de 98, as montadoras dispunham de 100.168 empregados.
O presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, disse ontem que no varejo os resultados superaram os de março, ou seja, os concessionários venderam mais porque o consumidor aproveitou o período de vigência do acordo emergencial, que foi suspenso pelo governo em razão dos aumentos de preços, de 9%, em média, em vigor desde terça-feira.


