Cai a inadimplência no primeiro semestre de 99 , informa Serasa
Sâo Paulo, 29 (AE) - O presidente da Serasa, Élcio Aníbal de Lucca, informou hoje que os três indicadores de inadimplência -- protestos, falências requeridas e concordatas requeridas -- mostram queda em todo o Brasil no acumulado entre janeiro e junho deste ano, em relação ao mesmo período de 98. O volume total de protestos caiu 6,1% em decorrência da redução de 6,5% nos protestos de pessoas físicas e 5,9% nos de empresas.
Foram protestados 3,6 milhões de títulos no primeiro semestre deste ano (1,1 milhão de protestos de pessoas físicas e 2,5 milhões de títulos de empresas), contra 3,9 milhões (1,2 milhão de pessoas físicas, e 2,7 milhões de pessoas jurídicas), no ano passado. As falências requeridas tiveram queda de 5,8%, no primeiro semestre de 99, em relação ao mesmo período de 98, o que representou 14 mil requerimentos de falências neste ano contra 14,8 mil, ano passado, em todo o Brasil. Em relação às concordatas requeridas, o recuo foi de 26,5%, o que equivale a 275 requerimentos de concordata, no primeiro semestre deste ano, contra 374 verificadas no mesmo período de 98.
Plano Real - Segundo o presidente da Serasa, Élcio Aníbal de Lucca, o Plano Real, que está completando 5 anos no dia 1º de julho, possibilitou índices de crescimento mais regulares para as empresas do que em períodos anteriores. Segundo ele, mesmo diante de choques externos adversos, as empresas têm demonstrado grande capacidade de reação, como ocorreu recentemente, após a mudança do regime cambial.
Essa recuperação é confirmada por estudos da Serasa, a partir de análises dos mais recentes balanços das empresas brasileiras. Segundo Lucca, observa-se uma estabilidade maior com índices de crescimento mais regulares entre um ano e outro, no período de julho de 94 a junho de 99. Os estudos da Serasa sobre o desempenho das empresas no Brasil, nos últimos 10 anos, demonstrou que há períodos bem distintos, delimitados pela entrada do Plano Real. De 89 até 1994, as empresas brasileiras mostraram performances instáveis entre um ano e outro, apresentando crescimentos anuais consideráveis, seguidos de quedas acentuadas. O período de instabilidade decorreu, principalmente, das intervenções do governo na economia por meio de sucessivos planos econômicos, como o Verão, em 1989; Collor I
em 1990; e Collor II, em 1991.





