Café fecha em alta de 23,5% em Nova York
São Paulo, 13 (AE-Dow Jones) - Os contratos futuros de café para entrega em dezembro fecharam em alta de 23,6% hoje na Coffee, Sugar & Cocoa Exchange (CSCE), em Nova York. Os preços foram impulsionados pelas notícias sobre clima seco nas regiões produtoras do Brasil, o que poderia prejudicar a floração da safra 2000/2001, prevista em 40 milhões de sacas. Rumores são de que a seca pode provocar quebra de 25% na safra. O contrato dezembro em NY fechou a 119,35 cents por libra-peso, o equivalmente a US$ 148,00/saca, em alta de 2.380 pontos.
O volume negociado na CSCE hoje foi recorde, cerca de 43.358 contrato. O recorde anterior foi de 32.282 lotes registrado no dia 19 de maio de 1999. Os exportadores dos países produtores de café não venderam nas altas na CSCE, o que permitiu que os fundos elevassem os preços até a resistência e ordens de compra fossem acionadas.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o pregão fechou em linha com NY. Dezembro subiu US$ 32,40/saca, cotado a 130,50/saca e março subiu US$ subiu US$ 31,25, cotado a US$ 136 25/saca. O voluem financeiro foi de US$ 109,87 milhões, com negociação de 4.410 contratos.
No mercado físico interno de café, a agitação também foi grande. Com as altas em Nova York, os exportadores estão comprando no físico e fixando preços na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), afirmou um corretor de Santos, principal praça comercializadora de café do País. Estima-se que aproximadamente 150 mil sacas de café foram negociadas hoje, ante média diária de 3 mil sacas há um mês. Os produtores, que estavam retraídos nas últimas semanas, vendendo de acordo coma as necessidades de caixa, aumentaram suas ofertas. Foram fechados negócios na faixa de R$ 200 a R$ 220 por saca, bem acima dos R$ 160/saca registrado na última segunda-feira.





