Cães são 'aposentados' aos sete anos
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domingo, 05 de agosto de 2018
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 
Os animais do canil da Polícia Militar têm idade indicada para começo e término do desempenho das funções. A soldado Edneia Longas, um dos quatro policiais que trabalham no Canil Choque do 5ª Batalhão de Londrina, explica que a idade correta, e máxima, para que os animais sejam adquiridos à corporação é de 45 dias de vida. "Dependendo do cão, se é mais velho dá até para pegar, porém precisa já ter uma socialização, e não é todo o animal que serve. Não é algo simples", destaca.
Quando apanhados filhotes, os cachorros recebem as vacinas e costumam ficar até os três meses nas casas dos policiais, já que o batalhão não dispõe de maternidade. "Já fazemos os primeiros adestramentos e a socialização em casa. O tempo de treinamento varia muito de cão para cão e de qual habilidade queremos que ele desenvolva. Os treinamentos de guarda e proteção, por exemplo, podem começar a partir dos dois anos de idade, quando termina a troca de todos os dentes e podemos fazer qualquer tipo de mordida com ele que não tem perigo de ter nenhum trauma no dente", cita Longas.
Segundo o tenente Marcos Paulo Rodrigues, responsável pelo Choque Canil de Londrina, os cães desempenham a função até os sete anos, seja de trabalho ou idade, quando são "aposentados". "Quando acontece a aposentadoria, o cão é levado para Curitiba para leilão. Caso ninguém o queira, o policial que fazia a condução pode levar para casa. Se ele não quiser, a doação é aberta ao público" explica ele, que também responde pelo Choque Motos e Pelotão Alfa do Choque Viaturas.
TESTE
O cachorro quando adquirido passar por testes para verificar sua adaptação ao trabalho da polícia. "O desafio é ter cães bons, porque não é todo o cachorro que serve. As vezes ele tem uma linhagem boa, mas trazemos aqui, começamos o adestramento e até apresenta um bom desempenho, mas ele não vai na hora da guarda e proteção ou quando tenta 'socializar' o cão com disparo de arma de fogo", explica o soldado Idnei Machado, que fez o curso de cinotecnia, assim como a soldado Longas.
No Choque Canil do 5ª Batalhão, o adestramento é feito com o auxilio de um brinquedo, que é dado ao animal quando consegue encontrar o material buscado. "Liga o brinquedo ao odor e por isso o cão procura. Damos a recompensa material", ressalta o tenente Marcos Rodrigues. No caso de entorpecentes, são apresentados vários odores que compõe o produto ilícito para que ele possa discriminar todos os cheiros. "O cão ajuda e agiliza o trabalho, colabora na interação com a comunidade. Um cachorro faz o serviço de muitos homens, por isso o canil é de extrema importância", acrescenta.
O canil de Londrina tem raças como Pastor Belga Mallinois, para o faro de entorpecentes, e o Bloodhound para a busca de pessoas, já que é um cão de caça. (P.M.)


