Cães e gatos ganham registro de identidade
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quinta-feira, 25 de março de 2004
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Clínica de estética, odontológica e de fisioterapia para cães e gatos já são coisas do passado. Para os apaixonados por bichinhos no Paraná, a moda agora é a carteira de identidade para animais domésticos. A iniciativa é do Registro Nacional de Animais Domésticos (Renad), que existe em São Paulo há três anos e meio. A idéia do RG Animal é facilitar a recuperação de animais desaparecidos e também controlar a população canina e de gatos. No Paraná, 672 animais (151 felinos e 521 cães) de 28 municípios têm o registro.
A identidade do animal é feita em uma pequena placa de metal com número de identificação que é afixada na coleira do bichinho. Esse número faz parte de um cadastro do órgão que contém informações sobre seu proprietário, endereço, telefone, nome do animal e demais dados. Em caso de desaparecimento, a pessoa que o encontrar liga para um 0800, que consta na placa metálica, e passa o número que está na coleira. Assim, em tese, o animal é identificado e o Renad entra em contato com o proprietário passando dados, como nome, endereço e telefone, da pessoa que encontrou o bichinho, para que ele possa ser resgatado.
O Renad já cadastrou, no País inteiro, 14.093 animais (dados apurados pela entidade até o dia 31 de dezembro de 2003), sendo 10.892 cães e 3.201 gatos, contabilizando 9.991 associados. Um deles é a curitibana Daniele Costa Correia que, há cerca de um ano, registrou a sua cachorrinha Summer From Fitfful, da raça Cocker Spaniel. O número da identidade de Summer é 01300. ''Decidi cadastrá-la porque me mudei de um apartamento para uma casa. Assim, existe um risco maior dela fugir e acabar se perdendo. Pretendo, ainda, cadastrar outra cachorrinha minha, uma Pintcher'', conta Correia.
Para o médico veterinário e membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Carlos Leandro Henemann, a iniciativa pode acarretar excelentes resultados, como o controle da população canina; a fiscalização e punição de maus tratos contra os animais, principalmente por parte das empresas que alugam cães de segurança; além da segurança para os proprietários, os que mais sofrem com o desaparecimento.
No entanto, segundo Henemann, a medida que garantiria maior eficácia seria a implantação de um microship no pescoço do animal, uma vez que as placas podem ser retiradas se a intenção foi roubar o animal. ''Essa medida teria o mesmo custo da placa de metal (aproximadamente R$ 10,00 por animal) e já é adotada em países europeus, com muito sucesso. Com certeza funcionaria aqui'', avalia.
Para a presidente da Ong SOS Bicho, Rosana Vicente Gnipper, o serviço deveria ser público e obrigatório. ''Mas, com certeza, a atitude do Renad é consciente'', avalia. ''Havendo o registro, podemos reduzir o número de roubos, controlar a população e trabalhar a saúde pública. Mas, a maneira mais eficiente seria a implantação de um microship.''
O sistema oferecido pelo Renad é nacional e tem um custo de R$ 40,00 válido por dois anos, podendo ser renovado. O Renad já atendeu 139 casos de emergência, cerca de 1% do total de animais registrados. Destes, 125 retornaram aos seus donos. Para se associar ao Renad basta acessar o site www.renad.com.br.


