Cães atacam e matam menina de 4 anos em SP Agência Estado De São Paulo Tumulto e revolta marcaram ontem o enterro de Érica Carolina de Jesus, de 4 anos. Ela morreu após ter sido atacada, anteontem, por seis cachorros da raça rottweiler, na chácara Vale do Rio Cotia, em Carapicuíba (SP). A menina estava com a mãe, Rosilene de Jesus, de 23 anos, e a irmã Grace Kelly, de 3 anos, também atacadas. Até a tarde de ontem Grace continuava internada em estado grave no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Rosilene teve alta horas antes do enterro da filha. Ela acusou os patrões, Patrícia Pergano Côrrea e Armando Penteado, de negligência. Eles não foram localizados para comentar o caso. Rosilene e o marido, José Edilson de André, de 26 anos, trabalham na chácara há cerca de um ano e estavam acostumados com os cachorros. O ataque aconteceu às 22 horas, quando Rosilene e as filhas voltavam da missa. Segundo ela, os cachorros avançaram sobre Érica, que foi mutilada. A mãe deitou-se sobre o corpo de Grace para protegê-la. Rosilene foi mordida no rosto e a filha menor teve vários ferimentos pelo corpo. Ambas foram socorridas pelos seguranças do condomínio, que passavam pelo local. No enterro, Rosilene, com vários pontos no rosto, estava revoltada. Ela disse que só três dos cachorros costumavam ficar soltos à noite. Os outros eram ferozes e ficavam trancados. ‘‘Por que minha patroa soltou os cachorros?’’, disse. ‘‘Ela sabia que estávamos na rua.‘‘André não quis comentar o acidente. Segundo o amigo do casal Raimundo Marinho, os patrões proibiram o caseiro e a mulher de falar sobre o caso. O delegado do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, Fernando César Costa de Oliveira, disse que os donos dos cachorros serão indiciados por homicídio culposo. ‘‘Antes, vamos apurar quem é o responsável.’’ A polícia não soube informar qual será o destino dos cães, que continuavam na chácara hoje. Projeto Depois de mais de um ano em tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que proíbe a reprodução e a importação de cães da raça rottweiler e pit bull deve ser votado em 15 dias, segundo a secretaria da Mesa. O deputado Cunha Bueno (PPB-SP) apresentou o projeto em fevereiro do ano passado, logo após ataques de cães das duas raças em vias públicas. O projeto passou por todas comissões da Câmara e há cinco meses aguarda para ser incluído na pauta de votação do plenário.

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