São Paulo, 01 (AE) - A Caemi, através da Mineração Brasileira Reunidas (MBR), ao lado da Vale do Rio Doce, uma das maiores exportadoras de minério de ferro do País, vai ampliar sua produção de minério de ferro, pelotizando a maior parte produzida, para ter maior valor agregado na exportação. Esta informação foi confirmada pela empresa. Só em 99, a Caemi, através da MBR, produziu 24,7 milhões de minério de ferro e exportou 20 milhões, com o restante permanecendo no País para o abastecimento do mercado interno.
Para o ano 2000 o plano é produzir 26 milhões de toneladas de minério de ferro, exportando 23 milhões de toneladas e deixando no mercado interno 3,5 milhões de toneladas. Entre as minas em exaustão estão a de águas Clara e a de Mutuca. A Caemi exporta para mais de 40 países. O novo centro de ampliação da produção da MBR o complexo Tamanduá é formado pelos depósitos de Tamanduá e Capitão do Mato
e está localizado a 20 quilômetros ao Sul de Belo Horizonte entre as minas da Mutuca e Pico. Os seus depósitos terão suas produções sendo incrementadas gradualmente, substituindo a redução da produção com a exaustão das minas de águas Claras e Mutuca. A mina do Tamanduá é uma mina operada a céu aberto com uma capacidade anual de produção da ordem de 3,0 milhões de toneladass. Sua produção irá crescer gradualmente até 14 milhões de toneladas por ano em 2012.
A mina do Tamanduá tem reserva geológica de 320 milhões de toneladas de hematita. Além dela, a de maior potencial, a MBR tem ainda as novas minas de Capitão do Mato e a de Capão Xavier, próximas, ambas com potencial.
Para todo esse esforço, a Caemi conta hoje com um parceiro internacional e que detem 40% do seu capital votante, a Mitsui japonesa. A Família Azevêdo Antunes tem 60% do seu capital votante. Além disto também produz minério de ferro no Canadá. Ela tem 50% do controle da Cartier Mining Company, sendo que a Dofasco canadense tem outros 50%.