CAE deve separar em 2 partes rolagem da dívida de SP
CAE deve separar em 2 partes rolagem da dívida de SP15/Mar, 19:50 Por Gerson Camarotti Brasília, 15 (AE) - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve seguir a orientação do Ministério da Fazenda de dividir em duas partes a rolagem da dívida do município de São Paulo, de R$ 10,5 bilhões: os títulos emitidos para pagamento de precatórios judiciais irregulares deverão ser renegociados em dez anos; o restante terá um prazo de 30 anos. Depois das denúncias da primeira-dama Nicéia Camargo Pitta contra o prefeito Celso Pitta (PTN), a CAE ficou temerosa em aprovar a proposta inicial de renegociar toda a dívida em 30 anos. "O mais provável é que saia esta solução intermediária", disse o presidente da CAE, Ney Suassuna (PMDB-PB). Desde segunda-feira (13), esta é a posição estudada pelo relator da matéria, Romero Jucá (PSDB-RR). Mas, hoje, a tese admitida por Jucá começou a ganhar força entre os demais membros da comissão. Caso isso aconteça, quase a metade da dívida - cerca de R$ 5 bilhões - poderá ser rolada em apenas dez anos. Celso Pitta tenta evitar isto porque seria uma espécie de condenação política e atestado de ilegalidade da operação dos precatórios feita pela Prefeitura. Mesmo assim, Suassuna lembra que existem outras duas possibilidades para São Paulo: uma pessimista, em que toda dívida seja rolada em dez anos; e outra otimista, em que tudo ficaria em 30 anos. "Tudo vai depender da segurança e veemência do prefeito na CAE", acredita. O senador paraibano informou que irá restringir o depoimento que Celso Pitta prestará no dia 23, na CAE, ao à rolagem da dívida. "Vamos cercear qualquer tema que não seja o objeto do convite", disse o senador, tentando evitar que o depoimento de Celso Pitta seja usado politicamente por opositores interessados em evidenciar as denúncias feitas pela ex-mulher dele. "Temos de impedir que esse depoimento se transforme numa simples briga de política regional", ponderou.





