Cadela é "sequestrada" em BH; resgate foi fixado em R$ 100,00
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de abril de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 12 (AE) - A Polícia Civil de Belo Horizonte investiga um caso curioso de extorsão, ocorrido na zona leste da capital mineira. Na quarta-feira pasada, a cadela poodle de nome Brisa, de seis meses, foi roubada da casa do estudante Gustavo Campos, de oito anos, dono de outros dois cães da mesma raça. A mãe de Gustavo, a estudante Laura Cristina Campos, de 25 anos, encontrou um bilhete em sua porta, deixado pelo suposto "sequestrador". Na nota, escrita com caneta comum e em letra de forma, o responsável pelo desaparecimento do animal pede R$ 100,00 para devolvê-lo.
"Ficamos assustados porque, se as pessoas estão fazendo isso com cachorros, podem muito bem começar a levar as nossas crianças", disse a mãe do garoto. O autor do bilhete exigia que Laura deixasse o dinheiro em uma bica, a um quarteirão de sua casa, e que não comunicasse o caso à polícia. Ela não apenas registrou queixa, no 6º Distrito Policial - onde foi aberto inquérito relativo a extorsão, e não sequestro -, como recusou-se a pagar o resgate. Em vez disso, deixou uma resposta ao criminoso no local indicado, dizendo que estava "aberta a negociações" desde que houvesse provas de que o animal estava vivo.
Hoje, após a divulgação do sequestro da cadela pela imprensa, Laura recebeu o telefonema de um desconhecido. "Ele falou que o valor do resgate seria muito maior que o pedido inicialmente e desligou", disse ela, lembrando que o "preço de mercado" de uma poodle como Brisa é de cerca de R$ 250,00. "Espero que a polícia, que já tem suspeitos no caso, nos ajude a ter a cachorrinha de volta o mais rápido possível", disse.
O filho de Laura não se conforma com o desaparecimento da cadela e fez, hoje, um apelo a quem a levou. "Ela precisa tomar vacina, senão pode pegar doenças e morrer".


