Cadeirinha reduz em 23% mortes de crianças
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O uso dos equipamentos de segurança nos veículos fez com que as mortes de menores de 10 anos caísse 23% um ano após a entrada em vigor da Lei da Cadeirinha, no ano de 2010.
Entre setembro de 2009 e agosto de 2010, a quantidade de vítimas fatais nesta faixa etária foi de 296 em todo o Brasil. Por outro lado, entre setembro de 2010 quando a lei realmente passou a valer e ser fiscalizada, até agosto de 2011, esse número caiu para 227.
A lei foi criada a partir da resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Os dados fazem parte da ''Avaliação Preliminar do Impacto da Lei da Cadeirinha Sobre os Óbitos de Menores de 10 anos de Idade no Brasil'', elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
No mesmo estudo também foi possível constatar que no período de cinco anos antes da lei ser aplicada foi registrado um crescimento de 24% nas mortes nesta faixa etária, passando de 238 óbitos no período de setembro de 2005 a agosto de 2006, para 296 mortes entre setembro de 2009 e agosto de 2010.
Para Lia Gonsales, coordenadora de mobilização da ONG Criança Segura, o resultado é positivo pois mostra que a lei está surtindo efeito e que o uso dos equipamentos tem que fazer parte dos hábitos de todos os pais. ''Os números apresentados são bastante significativos e, sem dúvida, tivemos um grande avanço a partir da obrigatoriedade dos equipamentos. A legislação foi extremamente importante'', destacou.
De acordo com a resolução, crianças de até 12 meses devem ser transportados no bebê-conforto. De 1 a 4 anos, devem viajar em cadeirinhas. Já entre 4 e 7 anos e meio, o ideal é utilizem o assento elevatório. O cinto de segurança deverá ser usado por aquelas com idade superior a 7 anos e meio e igual ou inferior a 10 anos.
Conscientização
Maria Amélia Franco, especialista em trânsito da Perkons, empresa especializada em tecnologia e segurança para o tráfego, acredita que o combate aos acidentes envolvendo os pequenos passa pela formação, educação e conscientização, tanto das crianças, como dos pais. ''Os pais e responsáveis nunca podem esquecer que a lei deve ser respeitada todos os dias porque realmente salva vidas. É importante desenvolvermos projetos de educação e convivência no trânsito, não apenas pensando nelas como futuros motoristas, mas como atuais pedestres e passageiros'', ressaltou.
O descumprimento da norma prevê multa de R$ 191,54, além da perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até que o assento ou outro dispositivo seja colocado.


