Cadeirante que morreu em navio passou mal na noite anterior
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sexta-feira, 09 de janeiro de 2009
Agência Estado 
Recife - Passageiros do navio MSC Sinfonia, no qual morreu a carioca Aline Mion Almeida, 32 anos, na manhã de segunda-feira, em Recife, afirmam que a passageira passou mal durante toda a noite anterior ao óbito. ''A gente encontrou com ela na noite de domingo, fazendo compras normalmente'', afirma o administrador de empresas da área de equipamentos hospitalares Otton Rogério Oliveira Lima, 46, que está a bordo do navio, em um grupo de 16 pessoas, desde a partida, no Rio, na última sexta-feira. ''Depois, ficamos sabendo que, antes de morrer, ela passou mal, vomitando, a noite inteira.''
A informação contrasta com os primeiros dados da Polícia Federal, que investiga o caso. O órgão, por meio da assessoria de imprensa, informou que, por causa do histórico de saúde da vítima - que sofria de distrofia muscular e precisava de uma cadeira de rodas para se movimentar - trabalhava com a hipótese de ''causas naturais'' na investigação da morte.
De acordo com Lima, 87 pessoas já tiveram de ser atendidas no navio, por causa de vômitos e diarreia, desde que a embarcação passou por Recife. ''Apenas no meu grupo, dez pessoas já passaram mal'', afirma. ''Minha mãe, minha sogra e duas tias continuam recebendo soro, que está sendo fornecido pelo navio.''
O passageiro conta que, apesar de a programação de lazer ter sido mantida a bordo, o clima na embarcação é ''pesado''. ''Por causa dessa morte e da quantidade de pessoas intoxicadas, estamos confinados dentro das cabines'', informa.
Por causa dos numerosos casos de intoxicação, a Vigilância Sanitária realizou uma inspeção, durante o dia, no navio. De acordo com o órgão, foram recolhidas amostras de comida e da água servidas aos passageiros para análise. Os resultados saem em uma semana.
''O fornecimento de água foi interrompido e agora estamos pagando US$ 1,80 por garrafa de meio litro de água mineral'', diz Lima. ''A gente também viu comida sendo jogada fora e funcionários fazendo uma limpeza pesada em algumas áreas do navio, usando até máscaras daquelas que dentistas usam. Estamos assustados com a situação.''


