São Paulo, 16 (AE) - O aumento de 11,5% anunciado hoje no preço da nafta - o segundo promovido pelo governo em menos de dois meses - foi alvo de críticas na cadeia petroquímica. Com o ajuste, a nafta já acumula no ano alta de 40%, reclamam os presidentes do Sindicato da Indústria de Resinas Termoplásticas de São Paulo (Siresp), Jean Daniel Peter, da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum, e da Petroquímica União (a central de matéria-prima para indústria petroquímica do pólo de Camaçari), Edson Eden.
"A tendência agora é dos preços das centrais se aproximarem mais rapidamente das cotações do exterior", diz Eden. Segundo ele, o eteno - carro-chefe das centrais - está com o preço em dólar defasado na média de 10% em relação ao mercado dos Estados Unidos e o da Europa. Mesmo custando menos na moeda norteamericana, o eteno nacional ficou, antes mesmo do segundo aumento da nafta, 18% mais caro em média. "Agora novos ajustes serão negociados caso a caso", diz Eden.
Cachum e Peter, em notas disribuídas separadamente à imprensa, lembram que o ajuste de 11,5% vem no momento em que a inflação está sob controle. "Este novo aumento pode pressionar os preços em diversos segmentos de matérias-primas", diz o comunicado da Abiplast. Na nota, a entidade também alega que 60% da nafta consumida no País é de origem nacional. Peter concorda: "A maior parte da nafta vende petróleo extraído no Brasil".

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