Cade pode julgar no dia 29 fusão de Brahma e Antarctica
Cade pode julgar no dia 29 fusão de Brahma e Antarctica15/Mar, 19:23 Por Simone Cavalcanti Brasília, 15 (AE) - O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gesner Oliveira, informou hoje que o julgamento da fusão das cervejarias Brahma e Antarctica, formando a AmBev, poderá ocorrer no dia 29, a menos que haja pedido de vista do processo por algum relator. Ele lembrou que apenas cinco dos sete conselheiros do Cade poderão votar no julgamento do processo de criação da AmBev, pois dois - Lúcia Helena Salgado e João Bosco - estão impedidos. A primeira, porque seu ex-marido, Edgar Pereira, trabalha no escritório de advocacia que defendia os interesses da Kaiser. Bosco não poderá votar porque já advogou para a Coca-cola. Para que não haja atraso na votação, é necessário ainda que a Procuradoria Geral do Cade entregue à relatora do processo conselheira Hebe Romano, seu parecer sobre a fusão até sexta-feira. Segundo Gesner, se o parecer for entregue na sexta-feira, a relatora poderá pedir, na sessão do dia 22, que o julgamento seja marcado para o dia 29. Gesner esteve hoje com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, que tem atuado como mediador entre as cervejarias neste caso. O ministro entregou a Gesner uma série de documentos colhidos ao longo das audiências que manteve com as empresas. Segundo o presidente do Cade, os papéis contêm avaliações da Kaiser, da Antarctica, da Brahma e da Schincariol sobre o mercado de cervejas no País. "O ministro não deu opinião efetiva sobre o caso e foi muito zeloso ao preservar a autonomia do Cade na questão", disse Gesner de Oliveira. "A conselheira deve analisar os documentos e juntá-los ao seu relatório", acrescentou. Questionado sobre a possibilidade de a Kaiser ganhar liminar na Justiça pedindo o afastamento de Hebe Romano da relatoria, o presidente do Cade respondeu que só pode pensar nas consequências dessa hipótese se houver a decisão judicial. "Aí, não cabe discutir, e sim cumprir", disse. Ele recordou, ainda, que as duas ações populares apresentadas à Justiça, em Minas e no Paraná, pedindo a suspensão do processo de fusão, já foram derrubadas.





