Brasília, 05 (AE) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje, por unanimidade, a ata da reunião na qual aconteceu o julgamento da fusão entre as cervejarias Brahma e Antarctica, que resultou na formação da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev). Não houve modificação na decisão do conselho sobre o caso. Todas as quartas-feiras o Cade aprova a ata da reunião anterior.
Durante a sessão, porém, o procurador-geral do Cade, Amari Serralvo, pediu para que fosse incluído no texto da ata a ameaça de prisão que, segundo Serralvo, os conselheiros sofreram durante o julgamento do caso, que aconteceu da tarde de quarta-feira até a madrugada de quinta-feira.
Na noite de quinta-feira passada, quando Serralvo não aceitou a liminar obtida pela Kaiser para suspender o julgamento
o advogado da Kaiser Luiz Vergueiro pediu a palavra ao plenário e disse que os conselheiros estavam descumprindo uma ordem judicial e poderiam ser presos por isso.
Apesar de a liminar já ter sido cassada quando foi entregue ao presidente do Cade, o que assegurou o andamento do julgamento e a segurança dos conselheiros, Serralvo obteve um habeas corpus, o que garantiu que a ameaça não se concretizasse.
Emprego - Amanhã o presidente da entidade, Gesner de Oliveira, vai se reunir com o ministro do Trabalho e do Emprego, Francisco Dornelles. O objetivo do encontro é levar ao conhecimento do ministro a decisão sobre o caso. Durante a análise do processo, Dornelles recebeu os representantes das principais centrais sindicais que foram pedir a manutenção dos níveis de emprego nas cervejarias, caso a fusão fosse aprovada.
Pela decisão do Cade sobre a questão, a AmBev deve se comprometer a manter os níveis de emprego. No entanto, se a nova holding precisar fazer demissões em razão da fusão terá de oferecer cursos de requalificação profissional para os funcionários que forem demitidos.

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