São Paulo, 11 (AE) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, acolheu oficialmente hoje a denúncia da Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias (Afeal) contra os aumentos abusivos praticados pelos fabricantes de perfilados de alumínio (extrusores) e produtores primários. Segundo Marcos Armani, advogado da Afeal, a entidade enviou hoje para o Cade provas que apontam reajustes de 32% desde meados de janeiro.
Outra ação da entidade é junto à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Segundo Armani, a Afeal está tentando achar um caminho, junto à Coordenadoria Geral de Defesa da Concorrência do órgão, para impedir que esses aumentos sejam aplicados.
A Afeal quer provar também que esses reajustes estão sendo aplicados na mesma proporção por todos os fabricantes de perfilados de alumínio, o que, segundo Armani, indica acordo de preços.
Segundo a entidade, em menos de 20 dias o preço dos perfilados teve dois aumentos. O primeiro, de 20%, ocorreu em meados de janeiro; o outro, de 12%, foi realizado na primeira semana de fevereiro.
De acordo com Armani, a Afeal está aconselhando os seus associados a resistir aos novos preços. Na última reunião da Afeal, realizada na terça-feira, os empresários do setor de esquadrias decidiram adiar as compras de alumínio, apesar do desabastecimento das indústrias.

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