A partir de novembro, o Ministério da Saúde distribuirá medicamentos contra Aids e exames de acordo com a quantidade de pacientes cadastrados nos Sistemas de Controle Logístico de Medicamentos (Siclon) e de Exame Laboratorial (Siscel). O cadastramento nos sistemas se iniciou em janeiro e o prazo termina no dia 30. Até agora, se inscreveram 37 mil das 60 mil pessoas atualmente atendidas na rede pública de saúde.
De acordo com o diretor da Coordenação Nacional de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Aids, Pedro Chequer, os sistemas informatizados foram desenvolvidos para tornar mais ágil a aquisição e distribuição dos medicamentos e o acesso a exames de carga viral (mede a quantidade do vírus HIV no sangue) e de CD4 (conta o número de células sanguíneas responsáveis pela defesa do organismo).
‘‘O sistema ficará mais eficiente’’, afirmou Chequer. ‘‘Teremos maior controle do estoque, o que dá ao paciente maior garantia de continuidade do tratamento.’’ Além disso, o cadastramento é uma forma de o ministério evitar casos de duplicidade no recebimento de remédios nas unidades de saúde pública.
Os pacientes que já fazem uso da terapia anti-retroviral (coquetel de medicamentos contra a Aids) devem se cadastrar nas unidades de saúde onde recebem o remédio mensalmente. Ao se cadastrar no Siclom, estes pacientes ingressam automaticamente no Siscel.
Aqueles que ainda não fazem uso de terapia, mas já realizam exame de carga viral ou CD4 devem procurar as unidades de saúde onde os exames foram solicitados para ingresso no Siscel. Os novos casos de Aids serão cadastrados automaticamente no sistema a partir do diagnóstico da doença. ‘‘É importante procurar a unidade de saúde’’, afirmou Chequer.
As pessoas que se cadastram recebem um cartão magnético a ser apresentado para a realização de exames ou retirada de remédios na rede de saúde. O serviço de informação do ministério pode ser acionado pelo telefone 0800-612439.

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