Presidente Epitácio, SP - Denúncias de corrupção e outras irregularidades levaram a Comissão de Seleção da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) a rever os cadastros das 70 famílias que haviam recebido lotes, há 15 dias, na Fazenda São Paulo, em Presidente Epitácio. A área de 1.800 hectares foi comprada pelo governo estadual para o projeto de reforma agrária.
As famílias, que estavam acampadas do lado de fora da propriedade, foram transferidas para seu interior. Cada uma recebeu 20 hectares. Os cadastros começaram a ser reexaminados ontem pela Comissão de Seleção, formada por representantes do governo, prefeitura, sindicato rural e comunidade.
Pelo menos seis famílias assentadas não preenchiam os requisitos que dão direito ao lote. Elas terão que deixar as terras. Segundo o sindicalista Lino de Macedo, integrante da comissão, há indícios de que líderes de movimentos receberam dinheiro para incluir algumas dessas famílias no assentamento.''A comissão está investigando se houve corrupção'', afirmou.
Das 70 famílias selecionadas para o assentamento, 40 fazem parte do Movimento dos Agricultores Sem Terra (Mast), coordenado nacionalmente por Macedo. As outras 30 são dos movimentos Terra Brasil e Associação Renovada dos Sem-Terra (ARST).
As denúncias de irregularidades foram feitas por pessoas preteridas no processo de seleção. O líder do acampamento Jahir Ribeiro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), em Epitácio, Edi Ronan Ribeiro, vai pedir ao Ministério Público a investigação das irregularidades no assentamento do Itesp.

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