As inscrições no cadastro de doadores de médula óssea aumentaram mais de 100% neste ano, em Londrina, com relação a 2003. No ano passado, o hemocentro do Hospital Universitário (HU) realizou uma média de 115 cadastros mensais. Em 2004, o número subiu para 239 exames. As informações são de Eliana Aparecida Palu Rodrigues, assistente social do órgão. ''A partir de junho, quando começou a campanha do Ministério da Saúde, o crescimento foi de 25%'', disse.
Mesmo antes da campanha, profissionais do hemocentro já haviam observado crescimento no interesse das pessoas. A causa, para Eliane, está no esforço pela divulgação da importância do cadastro. ''Aumentamos as abordagens e aproveitamos todas as oportunidades de informar a comunidade'', afirmou. O cadastro de Londrina tem, atualmente, cerca de 6,8 mil registros.
A assistente social considera que a desinformação é o principal obstáculo para aumentar o volume de inscrições. Entre as principais dúvidas, o fato de as pessoas não saberem que o transplante é feito em vida e a confusão entre médula óssea e espinhal.
Outro fator que afasta possíveis doadores é que o processo exige anestesia peridural ou geral. Por observação, Eliana constatou que há uma incidência maior de doadores entre profissionais e e estudantes da área de saúde. ''São pessoas informadas que conhecem a importância de aumentar o cadastro'', disse.
Enquanto em alguns países a possibilidade de encontrar um doador compatível é de um para cem mil pessoas, no Brasil, por causa da diversidade étnica, a proporção sobe para um em um milhão. Entre parentes, a chance de compatibilidade é de 25% a 35%.
As farmacêuticas Camila dos Santos Castro, 22 anos, e Carmem Miyuki Hama, 21, procuraram o hemocentro, ontem, para se cadastrar como doadoras. ''Conheço as doenças que podem ser curadas com o transplante. Pode acontecer com alguém da minha família'', comentou Camila. O procedimento não assusta as duas amigas. ''Sei como é difícil encontrar alguém compatível. Quero poder ajudar'', completou Carmem.

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