Londrina - O porteiro Reginaldo dos Santos, 35, entrou em desespero quando soube que o Detran-PR entrou em greve ontem. O último dia para transferir o carro seria hoje e ontem ele correu para fazer isso. "Tomara que eu consiga", disse ele antes de entrar na fila. Para o mecânico Geremias dos Santos Antônio, 47, não houve jeito. Ele tentou no início da tarde de ontem obter a segunda via de sua carteira de habilitação, mas foi informado de que não seria atendido. "Eu dependo desse documento. Se eu tiver de passar por uma blitz e não tiver ele em mãos, o meu veículo será apreendido", disse.

O mesmo aconteceu com a professora de Matemática e de Música da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Luciana Gastaldi, de 53 anos. "Eu não fui atendida. Eu iria renovar a minha carteira de habilitação. Me informei pelo telefone e me falaram que isso só seria possível na Rua Suindará (Vila Yara). Mas vim aqui e fui submetida a uma espécie de triagem, mas eles falaram que essa renovação deveria ser feita na Rua Guaporé (Vila Nova). Cada um fala uma coisa. Isso aqui está uma confusão", reclamou a professora.

Uma das poucas pessoas que foram atendidas pelo Detran-PR no início da tarde de ontem em Londrina foi o pedreiro Edvaldo Antônio de Souza, 42, que precisava entregar a sua habilitação depois que teve o seu documento suspenso pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) por andar com o capacete levantado no meio da testa. "Eles me atenderam normalmente. Agora ficarei sem o documento por 30 dias. Vai ser uma dor de cabeça a menos." (V.O.)

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