A vida dos dekasseguis melhorou nos últimos anos. Muitos são até empresários que atendem os próprios imigrantes. Hoje já existem 13 escolas brasileiras particulares no Japão. Nos últimos dois anos, foram feitos exames supletivos com validade no Brasil. Mais de mil já fizeram as provas. Este ano, a etapa será em outubro. ‘‘Sofrido não é. Se fosse, eles pegavam o avião e voltavam. Cada um está lá para construir um futuro de vida melhor’’, afirma Robson Tetsuo Takahashi, de 21 anos. Ele veio ao Brasil para se casar e agora pretende levar sua mulher, Marianne Helen da Costa ao Japão. Voltar? ‘‘Só Deus sabe quando.’’ É do esforço de pessoas como Robson que o País recebe algo em torno de US$ 2,5 bilhões por ano, vindos de remessas. Até quando os dekasseguis continuarão enviando esse dinheiro para o Brasil é uma pergunta difícil de ser respondida.(E.N./AE)

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