Cada doador pode salvar quatro vidas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério da Saúde lançou ontem, no Dia Nacional do Doador de Sangue, uma campanha de incentivo a esse tipo de doação. Até o dia 30, depoimentos de pessoas que tiveram a vida salva pela transfusão de sangue serão apresentados na TV, em jornais, emissoras de rádio e mobiliário urbano, com o objetivo de sensibilizar potenciais doadores.
Segundo o ministério, no Brasil 1,9% da população é doadora de sangue, percentual que está dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera aceitável que de 1% a 3% da população faça esse tipo de doação. Porém, o governo federal acredita que o índice poderia ser maior. A cada ano, de acordo com o Ministério da Saúde, 3,5 milhões de bolsas de sangue são coletadas no Brasil. A pasta quer que a doação aumente para pelo menos 5,7 milhões.
Cristina Richter, pedagoga do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Paraná (Hemepar), aponta que nessa época do ano o número de doadores de sangue diminui. ''Para atender à demanda dos 40 hospitais de Curitiba e região para onde enviamos bolsas de sangue, precisaríamos de 150 doadores por dia. Nessa época de frio, a média fica em 60 doadores. E, com a Copa do Mundo, tende a diminuir mais ainda'', lamenta Cristina.
A pedagoga cita que, tirando o período do frio e o de férias de verão, a média de doadores fica em 120 por dia. Portanto, ainda inferior ao considerado ideal. ''Ainda não faz parte da cultura do brasileiro doar sangue. Falta conscientização sobre a importância desse ato. Cada doador pode salvar quatro vidas. Nessa época de Copa, fazemos um apelo: vamos torcer pelo Brasil, mas também vamos torcer pela vida'', afirma.


