A cadela Boni, uma pastor alemão farejadora da Polícia Federal de Belo Horizonte, ajudou a polícia a localizar 41 quilos de cocaína e crack em um sítio no município de Pedregulho, a 435 quilômetros de São Paulo. Os policiais estavam atrás de uma quadrilha de traficantes, há seis meses, e conseguiram chegar até o sítio após prender os supostos lavradores Luiz Carlos Silva e Adilson José Ferreira.
No local, foi descoberto um laboratório para refino da droga, US$ 6 mil e R$ 1,7 mil, arrecadados com a venda de cocaína. O arrendatário do sítio, Luiz Carlos da Silva, homônimo de um dos presos anteriormente, também foi detido. A polícia vai ouvir o dono da propriedade que arrendou o local para os traficantes há seis meses.
O delegado da PF em Ribeirão Preto, Wilson Perpétuo, explicou que desde o começo do ano as polícias de Ribeirão, São José do Rio Preto e Minas Gerais estavam tentando prender uma quadrilha de traficantes que responsável pelo fornecimento de droga para o interior, capital e Rio de Janeiro. ‘‘Sabíamos da existência deles, mas não conseguíamos encontrar o local de armazenamento e refino’’.
Na manhã de anteontem, os policiais prenderam Silva e Ferreira quando eles se aproximavam da porteira do Sítio São Sebastião, em um Gol. Dentro do carro, a polícia encontrou 500 gramas de cocaína e fez com que os dois os levassem para dentro da propriedade. Lá, encontraram um laboratório com todos os equipamentos para refino da droga. ‘‘Tinham até lâmpadas especiais para fazer a secagem da cocaína’’, conta Perpétuo.
Os 40 quilos de cocaína e um quilo de crack só puderam ser localizados com a ajuda da cadela. ‘‘Ela farejou buracos onde havia latões enterrados com a droga’’, comentou o delegado. Dos cinco latões, apenas um estava completamente cheio, o que indica que parte da droga já havia sido distribuída. ‘‘A cachorra foi fundamental para encontrarmos a droga’’, admitiu delegado.

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