Subiu para 33 o número de mortos pela ingestão de uma aguardente de fabricação clandestina em municípios do Sudoeste baiano. As novas vítimas confirmadas na tarde de ontem pela Secretaria da Saúde da Bahia são o pedreiro Valdemir Souza, de 42 anos, e o mecânico Manoel Divino, de 40 anos, que morreram em Iguaí, e a doméstica Gilda Palmeira, de Maracás.
Com base nos sintomas apresentados pelas vítimas, como dor de cabeça, hipertensão e vertigem, a hipótese mais provável é de que a cachaça ingerida esteja mesmo contaminada com álcool metílico, ou metanol. O Laboratório Central do Estado (Lacen) está analisando amostras da cachaça.
Até a tarde de ontem, mais de 250 pessoas haviam sido atendidas em hospitais da região de Iguaí, onde a cachaça foi produzida. Segundo a coordenadora do Departamento de Vigilância da Secretaria da Saúde, Marlene Carvalho, mais de cinco mil litros de aguardente suspeita de contaminação foram apreendidos. A Justiça baiana decretou a prisão preventiva do dono de alambique Carlos Almeida, o ‘‘Araponga’’, que está foragido.

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