Brasília, 13 (AE) - O controlador do Banco Marka, Salvatore Cacciola, iniciou há pouco o seu depoimento à CPI dos Bancos. Depois de entregar o termo de compromisso assinado à CPI
Cacciola expressou o seu respeito ao Senado e à comissão. E disse que, desde que se envolveu nesse caso, nunca recusou prestar qualquer depoimento. Ele disse também que está disposto a esclarecer todas as dúvidas dos senadores, mas que antes não poderia deixar de expressar sua indignação. Cacciola disse que está indignado com a leviandade das acusações. O senador Roberto Requião (PMDB-PA) cortou a fala de Cacciola nesse ponto com uma questão de ordem. Pediu ao presidente interino da comissão, José Roberto Arruda, informasse ao depoente que ele não poderia ler o seu depoimento conforme estabelecido pelo regulamento da CPI. Arruda ponderou que, no momento do interrogatório dos senadores, não permitiria a leitura do depoimento, mas concedeu a Cacciola o direito de ler o texto em sua exposição inicial. Cacciola disse que leria apenas alguns trechos, mas que 90% de sua exposição inicial seria de improviso. Requião protestou, dizendo que a liberalidade do presidente da CPI é inadequada e que não é um comportamento esperado em uma CPI.

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