Cacciola nega inside information do Banco Central
Brasília, 13 (AE) - O dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, negou há pouco, em depoimento à CPI do Sistema Financeiro do Senado, que recebia inside information do Banco Central. Ele acusou de mentiroso o repórter da revista Veja que publicou, no dia 9 de abril, reportagem que informava que Cacciola havia dito a um banqueiro estangeiro que pagava U$ 125 mil por dois anos a um informante do BC e que mais outros três bancos faziam o mesmo.
Cacciola disse que nunca falou isso, porque esse banqueiro estrangeiro não existe. Ele afirmou que não tem intimidade com nenhum banqueiro estrangeiro para falar sobre isso e além disso não falaria sobre esse assunto nem para um irmão. Cacciola disse que chegou a propor ao repórter que fizesse uma acareação com o possível banqueiro. "Mas até hoje esse banqueiro não apareceu e não vai aparecer", afirmou.
Triste - Cacciola disse em seu depoimento que o dia 13 de janeiro foi o dia mais triste de sua vida, quando o banco iniciou o dia com patrimônio negativo. Ele disse que não havia outra escolha se não informar o Banco Central e preferiu fazê-lo pessoalmente do que por telefone. Cacciola disse que o preço que pagou para que o Banco Central zerasse as posições do Marka foi realizar uma assembléia transformando o banco em uma instituição não-financeira.
Ele também assumiu o compromisso de liquidar todo o passivo do banco, o que segundo ele já foi feito. Ele disse ainda que todas as operações inerentes ao sistema financeiro também foram encerradas, inclusive a conta reserva. Cacciola afirmou ainda que o banco se encontra hoje em uma situação singular. Segundo ele, o BC não homologou em ata a decisão de transformar o Marka em uma instituição não-financ eira, mas ao mesmo tempo, o banco não tem conta reserva e por isso não tem conta em outros bancos. Ele disse que está em uma situação em que precisa ter a contabilidade em dia, prestar informações ao BC, à Polícia Federal, ao Ministério Público e à CPI mas tem que pagar aluguel, telefone e luz e está com seus bens bloqueados. "Essa é a nossa real situação", reclamou Cacciola.





