Rio de Janeiro, 13 (AE) - O proprietário do Banco Marka, Salvatore Alberto Cacciola, já tem sua prisão pedida pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, em um processo no qual ele é acusado de desviar dinheiro do Marka por meio de um empréstimo fraudulento. A informação foi dada na noite de hoje (13) pelo procurador da República Marcelo Freire, representante do Ministério Público no processo, instaurado em 8 de fevereiro de 1996. O processo tramita na 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro. O juiz é Abel Gomes da Silva.
"Foram forjados empréstimos que tinham sido concedidos pelo Banco Marka para uma pessoa, mas o dinheiro teria ido para a conta de parentes do senhor Cacciola", contou Freire. O procurador contou que a pessoa que conseguiu o empréstimo era "um amigo da família Cacciola".
Mas ele não soube dizer o nome do envolvido, nem o volume de dinheiro envolvido. "São muitos processos, e eu não estou com os autos", justificou o procurador, localizado hoje à noite em Campos, no norte fluminense.
Freire afirmou que também pediu a condenação de outro diretor do Marka - que ele também não soube identificar. Originalmente, além de Cacciola, eram réus do processo os diretores do Marka Francisco de Assis Moura de Melo, Roberto Orgler, e José George Teixeira Bezerra.
Todos foram defendidos pelo advogado José Carlos Fragoso, que também representa Cacciola no inquérito que apura suspeitas de suborno a um alto funcionário do BC para obtenção de informações sigilosas.
O procurador informou que pediu que Cacciola e o outro diretor fossem condenados nos termos do artigo 17 da lei 7.492, que define os crimes contra o sistema financeiro. O artigo proíbe responsáveis por instituições financeiras de conceder empréstimos para si próprios ou parentes. A pena prevista é de dois a seis anos de prisão e multa. Fragoso foi procurado hoje para falar sobre o caso, mas não foi localizado.

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